Eu quero um cão. Estou preparado?

Para ler e refletir antes de nos ligar.

          Eu quero um cão

 
 
Isso é o que muitos dizem ! Mas você está realmente preparado para ter um cão?
 
       A maioria acredita que ter um cão é uma tarefa muito simples, sem problemas ou incômodos. Ele viverá com a família por muito tempo (dez a quinze anos ou mais), portanto é preciso que se avalie com cuidado se podemos ou não assumir essa responsabilidade. Aquele lindo filhotinho fofinho irá se tornar um cão adulto (talvez sem o mesmo encanto do início), pode apresentar alguma doença, ter que fazer uma cirurgia custosa ou até mesmo um tratamento pelo resto de sua vida e depois se tornar um cão idoso que talvez vá precisar de cuidados. O dono deve estar presente e dar carinho atenção e respeito a ele.  Deve ter conciência que obteve um ser vivo que está sujeito a imperfeições, doenças iguais a nós humanos e não um produto fabricado que quando tem defeito leva pra assistência técnica e retorna perfeito. Alguém que dedicou a vida a você não poderá ser desprezado no final da vida, quando mais precisará da sua ajuda. Um cão pode proporcionar alegrias e momentos felizes, mas também alguns problemas e custos - não apenas financeiros e nessas horas deveremos se deve ter paciência. Eles são muito mais fiéis que um ser humano, e estão sempre dispostos a lhe dar carinho e companhia. No entanto, algumas pessoas não estão preparadas para ter um cão, como outras não estão preparadas para ter um filho... A comparação não é exagerada: um cão exige responsabilidades, como uma criança. As crianças crescem e se tornam independentes. O cão sempre dependerá de você. Por isso, antes de decidir comprar um cão pense bem nos vários aspectos de sua vida que serão alterados com a presença do novo membro da família.

     Familia -Caso você seja casado ou more com outros familiares, já verificou se todos concordam? Sua esposa ou seu marido gosta de cães? Caso não gostem e não concordem, você poderá estar arranjando grandes aborrecimentos para o cão e para você. No final o cão sofre por ter que ser doado e você mais ainda. Então tenha certeza de que os envolvidos na casa, aceitarão ter um cão por perto.

     Educação —É necessário ter muita paciência - A educação do cãozinho começa com sua chegada ao novo lar, e isto requer paciência e tempo. Ele é como uma criança que deve aprender o que é certo e o que é errado. Se ele não for bem educado pode se tornar um adulto inconveniente. Se possível adquira o filhote em suas férias, para ficar mais tempo com ele durante sua adaptação. Ele tem que aprender onde fazer suas necessidades fisiológicas e vai errar muitas vezes; muitos tapetes podem ficar molhados ou com mau cheiro... Corrija-o sempre, com firmeza mas sem agressão. Se você tem muito nojo de cocô e xixi de cachorro... não adquira um, procure uma loja de bichos de pelúcia.  O filhote gosta de morder tudo, principalmente quando está trocando os dentes. Alguns também têm personalidade forte e fazem isso para testar o dono. Cão e casa arrumada, uma combinação difícil - O cãozinho espalhará brinquedos, pedacinhos de petiscos, rasgará jornais, fará xixi em lugar errado até aprender o local correto, roerá móveis e objetos, pegará suas meias e entre outras coisas mais. Se você pensa em deixar seu cãozinho isolado no quintal para evitar os problemas acima, para que ter um cão? É bom que ele participe da vida dos donos, se possível até dos passeios. Eles não demandam apenas água e comida: como todo ser vivo precisam também atenção e carinho e principalmente amor. Alguns colocam seus cães amarrados em correntes, no sol, como se fosse um ornamento. Seria melhor não ter um cão, do que torná-lo cativo e prisioneiro. Um cão que vive isolado, cujo dono dirige-se a ele somente para repreendê-lo quando ele está pedindo atenção, será um cão infeliz.

     Saúde e gastos - Ter um cão implica em gastar razoável quantidade de dinheiro. É necessário levá-lo periodicamente ao veterinário para manter as vacinas em dia, verificar a vermifugação e fazer os exames de rotina; pra isso procure também se informar para seu cão não cair na mão de maus profissionais, leia e pesquise. Imprevistos acontecem, portanto lembre-se que você deve poder arcar com gastos extras para cuidar da saúde dele. Esse é um ponto que eu canso de citar, que o cão não é um produto fabricado pelo criador e sim um ser vivo que poderá ter doenças assim como nós humanos e caso queira um cão deverá estar ciente dos riscos. Existem muitos criadores sérios que controlam os acasalamentos e mesmo assim após muitas gerações podem surgir algum exemplar com alguma doença de fundo hereditário, pois todas as raças existem predisposição a algumas doenças. Gosto sempre de falar que genética não é receita de bolo, nem eletrodoméstico e muito menos matemática onde  1+1=2. A genética ainda não é dominada pelo homem; muitas coisas se sabem, mas não têm controle. Já ouvi falar de criadores muito conceituados da algumas raças de grande porte, que possuem excelentes cães com testes negativos de displasia coxo-femural (doença propença à raça de pré disposição hereditária) e após muitas gerações apareceu um exemplar que desenvolveu a doença. O mesmo caso aconteceu com outro criador de outra raça que desenvolveu a Sarna Demodécica (Demodex canis) que é uma alergia que o cão desenvolve a um ácaro que é comum na fauna da pele de todos os cães e até mesmo na nossa. Essa doença é uma deficiência do sistema imunológico do exemplar e há forte suspeita  de predisposição hereditária, mas ainda não está totalmente esclarecida por que ela ocorre e ainda se existem muitas discussões sobre o assunto. Muitos já afirmam com certeza que tais doenças são exclusivamente de fundo hereditário, mas hoje já existem pesquisas que provam que em alguns casos são e que em outros casos não são. Como saber? Não há; como eu disse é genética e isso é muito, muito complexo. O que um criador sério tem que fazer é não acasalar tal exemplar com a doença, pois elas podem aparecer em qualquer plantel, assim como cães fora dos padrões e. o que o proprietário que adquiriu tal exemplar deve fazer caso obtenha um exemplar com alguma doença dessas é fazer o tratamento  e também não acasalar. Muitos colocam já a culpa no criador. Existem criadores e “creadores”. Caso for um criador sério com certeza ele não agiu de má fé e não acasalou cães com doenças e eu acho que ele só tem a responsabilidade de dar um outro filhote caso tal doença não tenha tratamento, controle e leve o cão a morte prematura. Agora doenças genéticas congênitas são mais complexas ainda, não existe controle e o criador não tem nenhuma culpa. Afirmar uma coisa só porque leu um texto na internet ou ouviu um veterinário falar, não é uma atitude responsável. Há muitos veterinários que logo generalizam todos os canis como fábrica de filhotes, tendo uma atitude irresponsável, pois eles atendem muito poucos cães de criadores sérios e por outro lado atendem centenas de cães de criadores irresponsáveis e são esses últimos que pagam o salário de tais veterinários, pois caso contrário, teriam que procurar outra profissão. Não estou defendendo nem um lado e nem outro, mas tudo tem que ser medido e falado com responsabilidade e cada caso é um caso .Tem que pesquisar e a pesquisa tem que ser profunda e não somente aqui no país. Criadores de cães não clonam filhotes. Até mesmo a ovelha Dolly que foi clonada com profundos estudos de genética e com os mais conceituados geneticistas da Inglaterra apresentou em seu quadro genético a idade genética mais velha do que o natural e veio a falecer. E existem centenas de casos semelhantes.

       Outra coisa também é quando um cão vai fazer alguma cirurgia e acaba falecendo na anestesia ou acontece uma parada cardíaca. Muitos proprietários já põe a culpa no veterinário. Isso é um erro. Todo ser vivo está sujeito a acontecer isso e muitos se esquecem disso e começam a procurar culpados. É claro ninguém quer que seu cão morra ou fique doente, mas isso pode acontecer com qualquer um. A alimentação também é muito importante: muitos cães são alérgicos a uma ou outra marca de ração e, com certeza, a melhor alimentação é também a mais cara. Você pode facilmente observar a diferença de qualidade entre diferentes rações pela aparência das fezes.

      Cuidado com crianças - O cão é um grande companheiro para as brincadeiras infantis e pode se revelar o melhor amigo da criança. Mas algumas precauções devem ser tomadas para que tudo corra bem. Cuidado ao dar filhotes de presente para uma criança! Crianças (salvo raras exceções) não cuidarão do cão. Quem cuida dele são os adultos. Além disso, ela não tem como educar um filhote, pois ela própria ainda está sendo educada. Relegado aos cuidados infantis o filhote passará privações e provavelmente será um adulto mal-educado. Ao decidir ter um cão tenha consciência de que toda a responsabilidade por seu bem-estar, alimentação, idas ao veterinários, passeios diários, limpeza das necessidades - é sua. Seu filho que está na infância ou adolescência não vai se ocupar disso. Outro ponto fundamental é ensinar a criança como tratar o animal: jamais deixe que o machuque, que o puxe pelo rabo ou pelas orelhas. É essencial que a criança tenha consciência de que o animal sente dor e deve ser repreendida se vier a machucá-lo ou a criança poderá levar uma mordida, onde o cão acaba por evitar a criança e em casos como esses o resultado é procurar um novo dono para o cão, o que não é bom para ambos.

      Onde o cão ficará em suas férias? Você tem com quem deixá-lo? Vai se dispor a gastar dinheiro com as diárias de hospedagem para ele? Deixar um cão sozinho no quintal por vários dias é uma crueldade. Jamais compre um cão por impulso: o cão não é uma roupa que pode ser trocada se ficar grande ou pequena demais. Aquela linda bolinha de pêlos que você está vendo na vitrine da loja pode ser um São Bernardo ou um Sheepdog. Você sabe o tamanho destes cães quando adultos?

      Antes de se comprar um cão é preciso fazer um grande trabalho de pesquisa sobre a raça mais adequada ao seu temperamento, estilo de vida, espaço, doenças sujeitas, disponibilidade de tempo e de recursos. Qual a raça mais adequada para você? Mesmo que você tenha se encantado com o filme "Beethoven" não compre um São Bernardo se você mora num apartamento. O exemplo pode ter sido exagerado, mas, há casos mais sutis que podem ser citados. Não é só o tamanho de um cão que tem de ser avaliado, mas, também (e principalmente) sua personalidade, seu temperamento e estilo. Um teckel (o popular "cofap") por exemplo, é um cão pequeno e que pode se adaptar tranqüilamente a viver em um apartamento, mas, ele tem a personalidade extremamente forte e pode fugir ao seu controle e se tornar insuportável se não souber educá-lo. Ou se você não tem tempo disponível para escovar o pêlo ou levar o seu cão a um pet shop, para que escolher um Yorkshire,um Maltês ou outra raça que exige muitos cuidados com a pelagem? Assistir um filme a achar um cão lindo e ir correndo comprar um, poderá ser decepcionante. Lembre-se você assistiu um filme, o que difere em muito da vida real!

        Você prefere um cão com personalidade forte ou prefere um mais quietinho e acomodado? Avalie bem antes de tomar a decisão. Você poderá ter boas dicas de seu comportamento e personalidade e saber se ele é ou não o companheiro mais adequado para você ao pesquisar o padrão e a história da raça. Converse com criadores, vá a exposições: pesquise tudo sobre as raças que tem em mente. Muitas vezes é melhor mudar de idéia e optar por uma raça diferente da que se imaginava no início. Você acha que pode lidar com todas as questões levantadas acima? Conseguiu se imaginar nas situações descritas, encontrou saída para todas elas e está louco para ter um cãozinho? Então você parece um ótimo candidato a "pai" ou "mãe" de um canino!

Espero que tenha sido de ajuda. Qualquer dúvida podem me ligar ou enviar um e-mail: contato@albireolyraes.com.br  que terei a imensa satisfação em ajudar.

Boa sorte!

 

 

 


 

 

 


 


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